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Sedação para procedimentos fora do centro cirúrgico

Vou sedar um paciente para um procedimento fora do centro cirúrgico (endoscopia, redução de fratura, cardioversão) — o que preciso garantir de monitorização e avaliação antes de começar?

Red flags — sinais de gravidade

  • Erro que mata: sedar sem capnografia contínua — hipoventilação/apneia pode ocorrer silenciosamente antes de queda perceptível na oximetria de pulso, especialmente com opioide associado
  • Avançar o nível de sedação além do planejado sem reavaliar via aérea e sem equipe/equipamento de resgate disponível
  • Paciente ASA III-IV ou com via aérea de risco sedado fora de ambiente com suporte anestésico adequado disponível
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Avaliar ASA e via aérea previamente, mesmo para sedação 'leve' — os mesmos riscos de via aérea difícil se aplicam
  • Confirmar jejum conforme protocolo, salvo urgência que não permita aguardar
  • Garantir monitorização contínua: oximetria de pulso com alarme, capnografia (CO2 exalado), PA, frequência cardíaca e ECG conforme risco cardiovascular
  • Definir antecipadamente o nível de sedação-alvo (mínima, moderada, profunda) e ter plano de resgate se a sedação for além do pretendido

Conduta inicial

  1. 1Avaliar ASA, via aérea e comorbidades relevantes antes do procedimento, mesmo em sedação classificada como 'leve/consciente'.
  2. 2Confirmar jejum conforme o mesmo escalonamento de qualquer procedimento anestésico eletivo, salvo urgência que não permita aguardar — nesse caso, tratar como estômago cheio.
  3. 3Monitorização obrigatória: oximetria de pulso contínua, capnografia (detecta hipoventilação antes da dessaturação), PA em intervalos regulares (ex. a cada 5 min), ECG contínuo se risco cardiovascular relevante.
  4. 4Definir a profundidade de sedação-alvo antes de iniciar e reavaliar continuamente (ex. escala de Ramsay) — se o paciente atingir sedação mais profunda que a pretendida, tratar como tal (monitorização e suporte de via aérea correspondentes).
  5. 5Ter reversor/antagonista disponível conforme a droga usada (ex. naloxona para opioide, flumazenil para benzodiazepínico) e equipamento de via aérea de resgate prontamente acessível.

Prescrição-modelo

Modelo de rascunho para o residente adaptar e confirmar — escolha e dose do sedativo dependem do procedimento, ASA e via aérea. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Medicamentos

  • Sedativo titulado conforme procedimento e resposta (ex. propofol, midazolam, associação com opioide de curta ação), com reversor disponível ___

Recomendações

  • Monitorização contínua com oximetria, capnografia, PA e ECG conforme risco
  • Definir nível de sedação-alvo antes de iniciar e reavaliar continuamente

Referências

  1. [1]Practice Guidelines for Moderate Procedural Sedation and Analgesia, American Society of Anesthesiologists (ASA), Anesthesiology, 2018;128(3):437-479
  2. [2]Sedation Strategies for Procedures Outside the Operating Room, 2019 (revisão de práticas correntes)

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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