Hemograma, PCR, função renal, eletrólitos, lactato, urina tipo I
Considerar amilase/lipase se dor em andar superior
Definir se há sinais de peritonite difusa (indicação cirúrgica de urgência)
Conduta inicial
1Estabilização (acesso venoso, monitorização, analgesia — analgesia NÃO mascara abdome agudo cirúrgico, não atrasar por medo disso).
2Jejum até definição diagnóstica.
3Exames laboratoriais + beta-hCG.
4Imagem dirigida pela hipótese clínica (USG se suspeita biliar/ginecológica; TC de abdome com contraste se dúvida diagnóstica ou suspeita de complicação).
5Avaliação cirúrgica precoce se sinais de peritonite, instabilidade ou piora progressiva.
6Reavaliação clínica seriada — abdome agudo é diagnóstico dinâmico, reexaminar em poucas horas se dúvida.
Exames
TC de abdome e pelve com contraste: melhor exame para a maioria das causas cirúrgicas em adultos sem contraindicação
USG: primeira escolha se suspeita biliar, ginecológica ou gestante
Lactato: marcador de gravidade/perfusão, repetir se alterado
Prescrição-modelo
Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.
Dieta
Dieta zero até definição
Soro
Hidratação venosa conforme estado volêmico
Medicamentos
Analgesia (ver 11-prescricao-pos-operatoria.md para escalonamento)
Antiemético se náusea/vômito
Referências
[1]WSES Consensus Conference: Guidelines for first-line management of intra-abdominal infections (World Journal of Emergency Surgery)
[2]Acute abdomen in the immunocompromised patient: WSES, SIS-E, WSIS, AAST, and GAIS Guidelines, 2021
[3]Sabiston Textbook of Surgery, capítulo de abdome agudo
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.