Exame físico: distensão, timpanismo, ruídos hidroaéreos (aumentados na obstrução simples, ausentes em íleo paralítico/isquemia), pesquisa de hérnias
Toque retal
TC de abdome com contraste para definir nível, causa e sinais de sofrimento de alça
Conduta inicial
1Jejum, sonda nasogástrica aberta para descompressão se distensão importante ou vômitos.
2Hidratação venosa e correção de distúrbios hidroeletrolíticos (obstrução causa perdas importantes).
3TC de abdome com contraste para definir causa e excluir sofrimento de alça.
4Obstrução simples (sem sinais de estrangulamento), especialmente por aderências: tentativa de conduta conservadora por 24–48h é razoável, com reavaliação clínica seriada.
5Sinais de estrangulamento, hérnia encarcerada irredutível, ou falha da conduta conservadora: indicação cirúrgica.
6Obstrução de cólon: investigar causa (neoplasia é a mais comum), avaliar necessidade de descompressão endoscópica (volvo) ou cirurgia.
Exames
TC de abdome e pelve com contraste: exame de escolha
Eletrólitos, função renal, gasometria (avaliar repercussão das perdas)
Lactato se suspeita de isquemia
Prescrição-modelo
Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.
Dieta
Dieta zero
Soro
Hidratação venosa com reposição de eletrólitos conforme necessidade
Medicamentos
Analgesia e antiemético
Recomendações
Sonda nasogástrica aberta em drenagem se indicado
Referências
[1]Bologna Guidelines for diagnosis and management of adhesive small bowel obstruction (ASBO): 2017 update, WSES ASBO Working Group (World Journal of Emergency Surgery, 2018)
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.