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Trauma abdominal — abordagem ATLS e indicação de laparotomia

Paciente politraumatizado com possível lesão abdominal. Como abordar e quando indicar laparotomia?

Red flags — sinais de gravidade

  • Instabilidade hemodinâmica refratária a reposição volêmica → cirurgia imediata, sem esperar TC
  • FAST positivo + instabilidade hemodinâmica → indicação de laparotomia de urgência
  • Sinais de peritonite ao exame
  • Trauma penetrante com evisceração, instabilidade ou peritonite
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • ABCDE do ATLS antes de qualquer avaliação abdominal detalhada
  • FAST (avaliação ultrassonográfica focada em trauma) — livre líquido em cavidade?
  • Mecanismo de trauma (contuso vs. penetrante) define estratégia
  • Estabilidade hemodinâmica define se há tempo para TC ou necessidade de cirurgia imediata
  • Exame físico seriado do abdome (sensibilidade limitada isoladamente)

Conduta inicial

  1. 1Seguir ABCDE do ATLS: via aérea, ventilação, circulação (controle de hemorragia e reposição volêmica), avaliação neurológica, exposição.
  2. 2Paciente instável + FAST positivo: laparotomia exploradora de urgência, sem atrasar para TC.
  3. 3Paciente estável: TC de abdome e pelve com contraste para definir lesões e guiar conduta (muitas lesões de órgãos sólidos em paciente estável são tratadas de forma não operatória, com observação).
  4. 4Trauma penetrante: avaliar trajetória, sinais de penetração peritoneal; tórax/abdome com instabilidade ou evisceração = cirurgia; estável e sem sinais peritoneais pode ser observado com exames seriados, conforme protocolo do serviço.
  5. 5Reavaliação contínua — trauma é dinâmico, sinais podem evoluir.

Exames

  • FAST: à beira-leito, rápido, primeira linha em instável
  • TC de abdome e pelve com contraste: padrão em paciente estável
  • Hemograma seriado, lactato, gasometria

Prescrição-modelo

Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.

Soro

  • Dois acessos venosos calibrosos
  • Reposição volêmica conforme protocolo de transfusão maciça se necessário

Medicamentos

  • Analgesia conforme estabilidade
  • Antibioticoprofilaxia se cirurgia indicada

Referências

  1. [1]ATLS — Advanced Trauma Life Support, 10th edition (American College of Surgeons Committee on Trauma)
  2. [2]EAST Practice Management Guideline: Selective Non-Operative Management of Penetrating Abdominal Trauma
  3. [3]EAST Practice Management Guideline: Selective Nonoperative Management of Blunt Splenic/Hepatic Injury

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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