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Lesão de via biliar — reconhecimento e conduta

Suspeitei de lesão de via biliar durante ou após colecistectomia. Como reconheço, quando converter e qual a conduta?

Red flags — sinais de gravidade

  • Reparar LVB sem experiência: estenoses e cirrose biliar secundária a longo prazo
  • Alta precoce sem investigar icterícia/dor persistente pós-colecistectomia
  • CPRE sem controle da sepse: drenagem percutânea primeiro
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Intraoperatório: bile livre sem origem vesicular, clipe em estrutura não identificada
  • Pós-op: icterícia, febre, dor persistente ou biloma em imagem
  • NUNCA tentar reparar sem experiência em hepatobiliar
  • Mapear a lesão antes de qualquer reparo (colangiografia/CPRM/CPRE)
  • Acionar hepatobiliar ou centro de referência imediatamente

Conduta inicial

  1. 1Suspeita intraoperatória: parar; acionar hepatobiliar; colangiografia para mapear; converter para aberto; não reparar sem experiência.
  2. 2Lesão menor: reparo primário + dreno pode ser feito por cirurgião experiente no mesmo ato.
  3. 3Lesão maior: hepaticojejunoanastomose em Y de Roux — não no mesmo ato se inflamação; drenagem + transferência.
  4. 4Pós-op com suspeita: TC → biloma → drenagem percutânea + CPRE (stent). Peritonite biliar: reoperação + drenagem + transferência.

Exames

  • TC de abdome com contraste: biloma, dilatação biliar, coleções
  • CPRE: diagnóstico e tratamento de LVB menor
  • CPRM: mapeamento não invasivo pré-reoperação
  • Bilirrubinas, GGT, FA, transaminases

Prescrição-modelo

Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.

Dieta

  • Jejum se cirurgia iminente

Soro

  • Hidratação EV + reposição de eletrólitos

Medicamentos

  • Antibiótico amplo espectro se sepse biliar (ver cg-010)
  • Vitamina K EV se icterícia prolongada (coagulopatia por colestase)

Recomendações

  • Transferência para hepatobiliar assim que estabilizado
  • Documentar achados intraoperatórios com detalhes

Exames

  • Bilirrubinas + enzimas hepáticas seriadas
  • Hemograma e PCR se sepse

Referências

  1. [1]Strasberg SM, Hertl M, Soper NJ — An Analysis of the Problem of Biliary Injury During Laparoscopic Cholecystectomy, Journal of the American College of Surgeons, 1995
  2. [2]SAGES-AHPBA — Guideline for the Surgical Management of Bile Duct Injury Following Cholecystectomy, 2025

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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