Magnésio baixo dificulta a correção de potássio e cálcio — sempre repor magnésio junto quando os três estão alterados
Hipermagnesemia grave (uso de sulfato de magnésio em pré-eclâmpsia, insuficiência renal): monitorar reflexos tendinosos e frequência respiratória
ECG em toda alteração significativa de cálcio ou magnésio (QT curto/longo, alargamento de QRS)
Conduta inicial
1Hipercalcemia: hidratação com SF 0,9% em volume generoso conforme função cardíaca/renal; se grave/sintomática, associar calcitonina (ação rápida, efeito transitório) e bifosfonato EV (ação em 48-72h) conforme causa; furosemida apenas após volemia corrigida, nunca como medida isolada inicial.
2Hipocalcemia leve/assintomática: reposição VO de cálcio + vitamina D conforme causa.
3Hipocalcemia sintomática/grave: gluconato de cálcio 10% EV lento sob monitorização, checar e corrigir magnésio em paralelo.
4Hipomagnesemia sintomática ou grave (<1,0mg/dL): sulfato de magnésio EV, infusão lenta, monitorar reflexos e função renal.
5Hipermagnesemia sintomática: suspender fontes de magnésio (incluindo antiácidos/laxantes), gluconato de cálcio EV se sintomas cardiorrespiratórios, diurese forçada com SF + furosemida se função renal preservada, diálise se insuficiência renal grave.
6Investigar causa de base em toda alteração significativa — não tratar apenas o número.