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Psoríase em placas — diagnóstico e manejo ambulatorial inicial

Placas eritemato-descamativas bem delimitadas, crônicas, em cotovelo/joelho/couro cabeludo. Como confirmar psoríase e iniciar o manejo ambulatorial?

Red flags — sinais de gravidade

  • Eritrodermia (>75-90% BSA, eritema difuso) ou psoríase pustulosa generalizada — quadro grave, não é rotina ambulatorial
  • Sinais de artrite psoriásica (dor, edema, rigidez articular, dactilite, entesite) — encaminhar para avaliação reumatológica
  • Piora rápida e extensa após suspensão de corticoide sistêmico — risco de rebote grave
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Descrever morfologia (placas bem delimitadas, escama prateada), distribuição (couro cabeludo, cotovelos, joelhos, região sacral, unhas) e curso crônico-recidivante
  • Perguntar sobre dor/edema articular — rastrear artrite psoriásica ativamente, não esperar o paciente relatar
  • Estimar extensão (BSA — % de superfície corporal) e impacto na qualidade de vida
  • Rastrear comorbidades associadas: síndrome metabólica, obesidade, tabagismo, consumo de álcool
  • Checar gatilhos: trauma local (Koebner), infecção estreptocócica recente (gutata), suspensão abrupta de corticoide sistêmico, lítio, betabloqueador

Conduta inicial

  1. 1Doença leve (BSA baixo, sem impacto articular): corticoide tópico de potência adequada à área, associado ou não a análogo de vitamina D
  2. 2Couro cabeludo: veículo específico (loção, espuma, shampoo) com corticoide e/ou análogo de vitamina D
  3. 3Reforçar que corticoide tópico potente não deve ser mantido continuamente em área extensa ou face/dobras — risco de atrofia; combinar com poupador de corticoide
  4. 4Doença moderada a grave (BSA maior, refratária a tópico, impacto funcional/psicossocial importante) ou suspeita de artrite psoriásica: encaminhar para especialista — via fototerapia ou terapia sistêmica/biológica
  5. 5Orientar sobre cronicidade, gatilhos e adesão — expectativa realista de resposta parcial com tópico isolado

Exames

  • Diagnóstico geralmente clínico — biópsia de pele se dúvida diagnóstica
  • Rastreio de comorbidades metabólicas (glicemia, perfil lipídico) pelo risco cardiovascular associado
  • Avaliação reumatológica dirigida se sintomas articulares

Prescrição-modelo

Rascunho de plano — confirmar extensão, localização, sintomas articulares e comorbidades antes de definir potência do corticoide e necessidade de encaminhamento.

Medicamentos

  • Corticoide tópico (potência conforme área) — ___
  • Análogo de vitamina D tópico, se indicado — ___

Recomendações

  • BSA/extensão: ___
  • Sintomas articulares: ___
  • Comorbidades associadas: ___
  • Critério de encaminhamento a especialista: ___
  • Retorno para reavaliação em 4–8 semanas

Exames

  • Rastreio metabólico/articular se indicado: ___

Referências

  1. [1]Elmets CA et al. Joint AAD-NPF guidelines of care for the management and treatment of psoriasis with topical therapy and alternative medicine modalities for psoriasis severity measures. Journal of the American Academy of Dermatology, 2021;84(2):432-470, doi:10.1016/j.jaad.2020.07.087
  2. [2]Romiti R et al. Highlights of the Brazilian Society of Dermatology's Brazilian Consensus on Psoriasis. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2025 (Consenso Brasileiro de Psoríase 2024, SBD)

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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