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Diabetes mellitus tipo 2 — metas glicêmicas e escalonamento terapêutico ambulatorial

Paciente com DM2 em seguimento ambulatorial. Qual meta de HbA1c perseguir e como escalonar o tratamento farmacológico?

Red flags — sinais de gravidade

  • Hiperglicemia sintomática grave, cetose ou glicemia muito elevada — investigar descompensação aguda fora do fluxo ambulatorial
  • Sinais de doença renal avançada ou insuficiência cardíaca descompensada — ajustar/contraindicar classes específicas antes de intensificar
  • Hipoglicemias recorrentes ou não percebidas — reavaliar meta e esquema antes de qualquer intensificação
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Checar tempo de diagnóstico, comorbidades cardiovasculares/renais, expectativa de vida e risco de hipoglicemia antes de fixar a meta
  • Revisar adesão à metformina, dose atual e tolerância gastrointestinal
  • Pesquisar doença aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e obesidade — mudam a escolha da 2ª droga
  • Confirmar frequência de monitorização (HbA1c a cada 3–6 meses) e rastreio de complicações (fundo de olho, pé, função renal, perfil lipídico)

Conduta inicial

  1. 1Individualizar a meta: HbA1c < 7% para a maioria dos adultos; até 7,5–8% em idosos ou com comorbidade/expectativa de vida reduzida, priorizando evitar hipoglicemia
  2. 2Manter metformina como base, salvo contraindicação (TFG muito baixa, intolerância) ou intolerância confirmada
  3. 3Na intensificação, priorizar iSGLT2 ou GLP-1 quando houver doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, independente do controle glicêmico isolado
  4. 4Adicionar insulina basal se HbA1c muito acima da meta apesar de terapia oral otimizada, ou em perda de peso/sintomas catabólicos
  5. 5Reavaliar e ajustar a cada consulta conforme resposta, efeitos adversos e adesão

Exames

  • HbA1c a cada 3–6 meses conforme estabilidade do controle
  • Função renal (creatinina/TFG) e relação albumina/creatinina urinária anual
  • Perfil lipídico e rastreio de retinopatia/pé diabético conforme rotina

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar função renal, comorbidades cardiovasculares, meta individualizada e cobertura/disponibilidade da medicação antes de prescrever.

Medicamentos

  • Metformina — dose e titulação: ___
  • iSGLT2/GLP-1 se indicação cardiorrenal: ___
  • Insulina basal se necessário: ___

Recomendações

  • Meta de HbA1c individualizada: ___
  • Comorbidades cardiorrenais relevantes: ___
  • Frequência de monitorização e retorno: ___
  • Sinais de hipoglicemia/quando buscar atendimento: ___

Exames

  • HbA1c, função renal e albuminúria: ___

Referências

  1. [1]Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023 — Metas no tratamento do diabetes e Manejo da terapia antidiabética no DM2 (diretriz.diabetes.org.br)

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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