gastroenterologiahepatologiaambulatoriodhgnaesteatose hepaticamasldnafldfigado gordurosofibrose hepaticafib-4

Doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (DHGNA/MASLD) — investigação e manejo ambulatorial

Achado de esteatose hepática em exame de imagem ou transaminases alteradas — como investigar risco de fibrose e conduzir no ambulatório?

Red flags — sinais de gravidade

  • Sinais de doença hepática avançada: ascite, icterícia, encefalopatia, sangramento por varizes — conduzir como cirrose/hepatopatia descompensada, não como caso ambulatorial estável
  • FIB-4 alto ou elastografia sugerindo fibrose avançada sem seguimento hepatológico estabelecido
  • Transaminases muito elevadas (fora do padrão leve/moderado esperado) — investigar outras etiologias antes de atribuir à esteatose
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar esteatose (imagem ou histologia) e pelo menos um fator de risco cardiometabólico (obesidade, diabetes/pré-diabetes, dislipidemia, HAS, síndrome metabólica)
  • Excluir consumo de álcool em quantidade significativa e outras causas de doença hepática (viral, autoimune, medicamentosa)
  • Calcular escore de risco de fibrose não invasivo (FIB-4) como primeiro passo de estratificação
  • Revisar comorbidades metabólicas e uso de medicações hepatotóxicas
  • Avaliar padrão alimentar, atividade física e consumo de álcool de forma objetiva

Conduta inicial

  1. 1Confirmar o diagnóstico de MASLD: esteatose + ≥1 fator cardiometabólico + exclusão de consumo relevante de álcool e outras hepatopatias
  2. 2Estratificar risco de fibrose com FIB-4 como triagem inicial; encaminhar para elastografia hepática (ou outro método de imagem) se FIB-4 indeterminado ou alto
  3. 3Orientar perda de peso (7-10% do peso corporal) como intervenção central, dieta e atividade física, tratando as comorbidades metabólicas associadas
  4. 4Otimizar controle de diabetes, dislipidemia e hipertensão como parte do manejo hepático, não só metabólico isolado
  5. 5Encaminhar para hepatologia quando houver evidência de fibrose significativa/avançada, incerteza diagnóstica ou elevação persistente de transaminases sem explicação

Exames

  • Transaminases (ALT/AST), perfil lipídico, glicemia/HbA1c
  • FIB-4 (idade, AST, ALT, plaquetas) como triagem de fibrose
  • Elastografia hepática (ex. FibroScan) ou outro método de imagem para casos com FIB-4 indeterminado/alto
  • Sorologias para excluir hepatites virais e outras causas quando indicado clinicamente

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar fatores cardiometabólicos, exclusão de outras hepatopatias, resultado do FIB-4 e necessidade de encaminhamento à hepatologia.

Dieta

  • Orientação nutricional para perda de peso gradual (meta 7-10% do peso) — ___

Medicamentos

  • Tratamento das comorbidades metabólicas associadas (diabetes, dislipidemia, HAS) conforme indicação — ___

Recomendações

  • Fatores de risco cardiometabólico presentes: ___
  • FIB-4 calculado: ___
  • Consumo de álcool avaliado: ___
  • Necessidade de elastografia/encaminhamento hepatológico: ___

Exames

  • Investigação complementar indicada: ___

Referências

  1. [1]AASLD Practice Guidance: Clinical Assessment and Management of Nonalcoholic Fatty Liver Disease — Rinella ME et al., Hepatology, 2023 (atualizada sob a nomenclatura MASLD)
  2. [2]EASL-EASD-EASO Clinical Practice Guidelines on the Management of Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease (MASLD), Journal of Hepatology, 2024

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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