Doença inflamatória intestinal (DII) — manutenção ambulatorial e monitorização (Crohn/RCU)
Paciente com Crohn ou retocolite ulcerativa já diagnosticado e em acompanhamento — o que checar na consulta de manutenção e como monitorizar atividade de doença e segurança do tratamento?
Red flags — sinais de gravidade
Sinais de atividade grave: sangramento importante, febre, taquicardia, distensão abdominal, sinais de megacólon tóxico — conduzir como quadro agudo, não consulta de rotina
Suspeita de complicação (fístula, abscesso, suboclusão) em Crohn
Sinais de infecção oportunista ou toxicidade medicamentosa grave (ex. mielotoxicidade, hepatotoxicidade)
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Avaliar atividade clínica atual (sintomas, frequência de evacuações, sangramento, dor, sintomas extraintestinais)
Revisar adesão ao tratamento de manutenção e efeitos adversos da medicação em uso
Checar necessidade de monitorização laboratorial periódica conforme a classe terapêutica (hemograma, função hepática/renal, níveis de fármaco quando aplicável)
Confirmar calendário de vacinas (evitar vivas em imunossupressão) e rastreio de infecções latentes antes de escalonar terapia
Avaliar necessidade de rastreio de câncer colorretal conforme tempo de doença e extensão, e triagem de osteoporose se uso prolongado de corticoide
Conduta inicial
1Classificar a consulta como remissão, atividade leve ou atividade moderada/grave antes de decidir conduta
2Em remissão: manter terapia de manutenção, reforçar adesão, atualizar monitorização laboratorial e rastreios de rotina
3Em atividade: considerar calprotectina fecal e/ou exame de imagem/endoscopia para confirmar atividade objetiva antes de escalonar (evitar decisão só por sintomas, que podem ser funcionais sobrepostos)
4Revisar exposição prévia a biológicos/imunomoduladores antes de sugerir troca ou otimização de classe terapêutica
5Encaminhar para reavaliação especializada quando houver perda de resposta, necessidade de troca de terapia biológica ou suspeita de complicação estrutural
Exames
Calprotectina fecal para monitorização objetiva de atividade
Hemograma, PCR, função hepática e renal conforme a terapia em uso
Colonoscopia de vigilância (rastreio de displasia/câncer colorretal) conforme tempo de doença e extensão
Nível sérico de fármaco biológico e anticorpo anti-droga quando houver perda de resposta (monitorização terapêutica)
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — confirmar atividade objetiva de doença, terapia atual, exposições prévias e resultado de exames de monitorização antes de qualquer ajuste.
Medicamentos
Manter terapia de manutenção em uso, revisar adesão — ___
Ajuste/otimização conforme atividade objetiva confirmada, sob orientação especializada — ___