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Dispepsia funcional — investigação, teste e tratamento de H. pylori

Paciente com dor ou desconforto epigástrico recorrente, sem sinais de alarme — quando investigar com endoscopia, quando testar H. pylori e como estruturar o tratamento passo a passo?

Red flags — sinais de gravidade

  • Emagrecimento não intencional, disfagia, vômitos persistentes, sangramento digestivo ou anemia
  • Massa abdominal palpável ou linfadenopatia
  • Início após os 60 anos sem investigação prévia, ou história familiar relevante de câncer gástrico
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Caracterizar sintomas: dor epigástrica, queimação, plenitude pós-prandial, saciedade precoce — duração de pelo menos 3 meses com início há 6 meses
  • Rastrear sinais de alarme e definir se idade e apresentação justificam endoscopia antes de tratamento empírico
  • Revisar uso de AINE, álcool e outros medicamentos que mimetizam dispepsia
  • Diferenciar de DRGE predominante e de SII com sobreposição de sintomas
  • Avaliar impacto psicológico/funcional (ansiedade, estresse) associado, comum na dispepsia funcional

Conduta inicial

  1. 1Excluir sinais de alarme; se presentes, encaminhar para endoscopia digestiva alta antes de qualquer tratamento empírico
  2. 2Em pacientes sem sinais de alarme e idade abaixo do limiar de risco local para câncer gástrico, testar H. pylori de forma não invasiva (teste respiratório ou antígeno fecal) como estratégia 'test-and-treat'
  3. 3Se H. pylori positivo, tratar a infecção — a decisão de testar já inclui a decisão de tratar (não são passos separados)
  4. 4Se H. pylori negativo ou sintomas persistem após erradicação, iniciar IBP em dose padrão por 4-8 semanas
  5. 5Se sem resposta ao IBP, considerar tricíclico em dose baixa e, na sequência, procinético, conforme resposta e tolerância

Exames

  • Teste não invasivo para H. pylori (teste respiratório da ureia ou antígeno fecal) — evitar sorologia isolada para decisão de tratamento
  • Endoscopia digestiva alta se sinais de alarme, idade de risco local ou falha de tratamento empírico
  • Teste de cura para H. pylori (respiratório, antígeno fecal ou biópsia) pelo menos 4 semanas após completar o tratamento de erradicação

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar ausência de sinais de alarme, resultado do teste de H. pylori e resposta a etapas anteriores antes de escalonar.

Medicamentos

  • Esquema de erradicação de H. pylori se teste positivo (terapia quádrupla com bismuto como preferencial se sensibilidade antibiótica desconhecida) — ___
  • IBP em dose padrão por 4-8 semanas se H. pylori negativo/erradicado e sintomas persistentes — ___
  • Tricíclico em dose baixa se falha de IBP — ___

Recomendações

  • Sinais de alarme: ___
  • Resultado do teste de H. pylori: ___
  • Etapa terapêutica atual e resposta: ___
  • Teste de cura agendado (se tratado): ___

Exames

  • Investigação complementar indicada: ___

Referências

  1. [1]ACG Clinical Guideline: Treatment of Helicobacter pylori Infection — American Journal of Gastroenterology, 2024
  2. [2]ACG and CAG Clinical Guideline: Management of Dyspepsia — Moayyedi P et al., American Journal of Gastroenterology, 2017

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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