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Torção de ovário

Mulher com dor pélvica aguda intensa e massa anexial. Como penso em torção de ovário?

Red flags — sinais de gravidade

  • Aguardar confirmação radiológica inequívoca antes de acionar cirurgia — atraso reduz viabilidade ovariana
  • Doppler com fluxo presente sendo usado para excluir torção (fluxo arterial pode persistir por perfusão dupla)
  • Febre e leucocitose importante sugerindo necrose/complicação — não subestimar quadro tardio
  • Massa anexial em gestante sendo desvalorizada por medo de intervir na gravidez
  • Torção intermitente (dor em crises) não reconhecida, com alta precoce sem seguimento
  • Dor súbita em paciente pós-FIV/indução de ovulação (ovários aumentados, alto risco)
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Suspeitar em dor pélvica súbita, unilateral, intensa, com náusea/vômito associados
  • Fator de risco principal: cisto ou massa ovariana ≥5cm (funcional, dermoide, neoplasia)
  • Dor pode ser intermitente antes do quadro agudo — sugere torção/detorção espontânea prévia
  • Exame físico: defesa e dor à palpação anexial, sinais de irritação peritoneal em casos avançados
  • USG transvaginal com Doppler é o exame de escolha — mas Doppler normal NÃO exclui torção
  • Avaliar tamanho do ovário comparado ao contralateral: assimetria importante é sinal indireto
  • Considerar gestação em qualquer mulher em idade fértil (torção mais comum no 1º trimestre)
  • Diagnóstico é primariamente clínico — imagem apoia, não descarta a hipótese

Conduta inicial

  1. 1Analgesia adequada e jejum enquanto investiga — quadro é potencialmente cirúrgico de urgência.
  2. 2Acionar ginecologia precocemente diante de suspeita clínica consistente, mesmo com USG inconclusiva.
  3. 3USG transvaginal com Doppler colorido como exame inicial, sem atrasar avaliação cirúrgica por ele.
  4. 4Antiemético para controle de náusea/vômito associados.
  5. 5Cirurgia (laparoscopia preferencialmente) é o tratamento definitivo — destorção com preservação ovariana quando possível.
  6. 6Discutir com a paciente o objetivo de preservar a fertilidade ao definir a abordagem cirúrgica.

Exames

  • USG transvaginal com Doppler colorido
  • Beta-hCG (excluir gestação/ectópica)
  • Hemograma e PCR se suspeita de complicação

Prescrição-modelo

Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.

Dieta

  • Jejum até definição cirúrgica

Soro

  • Cristaloide de manutenção enquanto aguarda avaliação

Medicamentos

  • Analgesia EV conforme escada (evitar mascarar evolução do quadro)
  • Antiemético EV se náusea/vômito

Recomendações

  • Reavaliação clínica seriada da dor e sinais de irritação peritoneal

Exames

  • USG transvaginal com Doppler colorido em caráter de urgência

Referências

  1. [1]ACOG Committee Opinion No. 783 — Adnexal Torsion in Adolescents, American College of Obstetricians and Gynecologists, 2019

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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