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Distocia de ombro

Cabeça fetal desprendida mas ombro anterior impactado na sínfise púbica. Como conduzo a distocia de ombro?

Red flags — sinais de gravidade

  • Insistir em tração cefálica excessiva ou manobra de Kristeller — aumenta risco de lesão de plexo braquial e fratura
  • Atraso em chamar ajuda por tentar resolver sozinho
  • Não documentar tempo e sequência de manobras — compromete conduta médico-legal futura
  • Não antecipar reanimação neonatal — RN pode nascer deprimido após evento prolongado
  • Ausência de exame pós-parto para lesão de plexo braquial, fratura de clavícula/úmero
  • Não vigiar hemorragia pós-parto após evento (maior risco de atonia e laceração)
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Reconhecer o sinal clássico: 'sinal da tartaruga' — cabeça retrai contra o períneo após desprendimento
  • Emergência obstétrica com janela curta — tempo até desprendimento importa para desfecho neurológico
  • Chamar ajuda imediatamente: obstetra sênior, pediatra/neonatologista, enfermagem extra
  • Não tracionar a cabeça fetal nem aplicar pressão fúndica — piora impactação e risco de lesão de plexo
  • Sequenciar manobras conhecidas (McRoberts, pressão suprapúbica, manobras internas) de forma sistemática
  • Cronometrar o evento e documentar manobras realizadas, em que ordem e por quanto tempo
  • Antecipar risco de HPP e lesão perineal após resolução — permanecer atento no pós-parto imediato

Conduta inicial

  1. 1Chamar ajuda imediatamente: obstetra sênior, pediatria, enfermagem — não tentar resolver sozinho.
  2. 2Manobra de McRoberts (hiperflexão de coxas) associada a pressão suprapúbica como primeira linha.
  3. 3Se falha, progredir para manobras internas (Rubin II, Woods, extração do braço posterior), evitando tração/pressão fúndica.
  4. 4Episiotomia pode facilitar espaço para manobras internas — não resolve a impactação óssea por si só.
  5. 5Cronometrar e documentar cada manobra tentada e o tempo total do evento.
  6. 6Preparar reanimação neonatal antecipadamente diante de evento prolongado.

Exames

  • Gasometria de cordão ao nascimento
  • Avaliação clínica de plexo braquial e clavícula do RN

Prescrição-modelo

Ajustar sempre por peso, função renal, alergia e protocolo local antes de prescrever.

Dieta

  • Jejum materno até resolução do parto

Soro

  • Manter acesso venoso já estabelecido do trabalho de parto

Medicamentos

  • Ocitocina disponível para manejo ativo do 3º período/prevenção de HPP

Recomendações

  • Vigilância pós-parto imediata para HPP e lesão perineal
  • Exame minucioso do RN para lesão de plexo braquial/fratura

Exames

  • Gasometria de cordão umbilical

Referências

  1. [1]ACOG Practice Bulletin No. 178 — Shoulder Dystocia, American College of Obstetricians and Gynecologists, 2017

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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