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Linfadenopatia — investigação ambulatorial e critérios de biópsia/encaminhamento

O paciente tem um linfonodo aumentado, achado isolado ou persistente. Quando observar, quando investigar com exames e quando indicar biópsia?

Red flags — sinais de gravidade

  • Linfonodo supraclavicular ou infraclavicular — investigar/encaminhar sem período de observação
  • Linfonodo > 2 cm, endurecido, fixo/aderido a planos profundos ou de crescimento rápido
  • Sintomas B associados (febre, sudorese noturna, perda de peso significativa) ou hepatoesplenomegalia
  • Persistência ou crescimento após 4 semanas de observação, sem causa infecciosa evidente
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Caracterizar tamanho, consistência, mobilidade, localização e tempo de evolução
  • Localização supraclavicular ou infraclavicular é sempre considerada anormal e de maior risco — não tratar como achado banal
  • Pesquisar sintomas B (febre, sudorese noturna, perda de peso > 10%), infecção recente, uso de medicação, viagem, exposição a animais e fatores de risco (idade > 40 anos)
  • Diferenciar linfadenopatia localizada de generalizada (≥ 2 cadeias não contíguas), que muda o raciocínio diagnóstico
  • Reavaliar em 2-4 semanas quando não houver sinal de alarme, antes de indicar biópsia

Conduta inicial

  1. 1Definir localização, tamanho e características antes de escolher entre observação e investigação
  2. 2Em linfadenopatia localizada, sem sinais de alarme, compatível com causa infecciosa/reativa provável, é razoável reavaliar em 2-4 semanas
  3. 3Solicitar exames dirigidos (hemograma, sorologias, exames de imagem) quando houver sintomas sistêmicos, linfadenopatia generalizada ou fatores de risco
  4. 4Indicar biópsia (preferencialmente excisional) quando houver localização de alto risco, características suspeitas, sintomas B ou persistência sem causa definida
  5. 5Encaminhar precocemente a hematologista/oncologista quando a suspeita de neoplasia for relevante, sem aguardar todo o fluxo ambulatorial

Exames

  • Hemograma completo com diferencial
  • Sorologias conforme suspeita (EBV, CMV, HIV, toxoplasmose) e outros exames dirigidos por exposição/contexto
  • Ultrassonografia da cadeia acometida; TC de tórax/abdome quando suspeita de linfadenopatia profunda ou generalizada
  • Biópsia excisional (preferida sobre PAAF quando suspeita de linfoma) para linfonodos com critério de biópsia

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar localização, tempo de evolução, sinais de alarme e resposta ao período de observação antes de decidir entre seguimento e biópsia.

Recomendações

  • Localização, tamanho e características: ___
  • Sintomas B/fatores de risco presentes: ___
  • Causa infecciosa/reativa provável: ___
  • Data de reavaliação (2-4 semanas) ou encaminhamento para biópsia: ___

Exames

  • Investigação dirigida conforme achado: ___

Referências

  1. [1]Falk N, Joseph R, Dieujuste M. Lymphadenopathy: Evaluation and Differential Diagnosis. Am Fam Physician. 2025;112(3):286-293

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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