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PrEP — profilaxia pré-exposição ao HIV, indicação e manejo ambulatorial

Paciente sexualmente ativo pede orientação sobre PrEP ou já usa e vem para seguimento. Como indicar, iniciar e monitorar a profilaxia pré-exposição ao HIV no ambulatório?

Red flags — sinais de gravidade

  • Quadro sugestivo de infecção aguda pelo HIV (febre, rash, linfadenopatia, faringite) — não iniciar PrEP sem excluir soroconversão em curso
  • Exposição de risco nas últimas 72h sem profilaxia — é PEP (pós-exposição), não PrEP; não confundir os dois fluxos
  • TFG reduzida (abaixo do ponto de corte de segurança) sem ajuste/avaliação nefrológica
  • HBsAg reagente sem avaliação hepatológica prévia — suspender/descontinuar tenofovir/entricitabina exige cautela pelo risco de reativação da hepatite B
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar sorologia HIV negativa recente (idealmente teste rápido no dia da consulta) antes de iniciar
  • Levantar prática sexual sem preservativo, parceria com sorologia desconhecida/positiva sem carga viral indetectável, múltiplas parcerias, uso de PEP repetida ou IST recente
  • Rastrear função renal (creatinina/TFG), HBsAg/anti-HBc, anti-HCV e sífilis antes de iniciar
  • Excluir sintomas de infecção aguda pelo HIV (janela imunológica) antes de liberar o esquema

Conduta inicial

  1. 1Confirmar indicação: pessoa sexualmente ativa com risco aumentado de exposição ao HIV, sorologia negativa no dia
  2. 2Solicitar exames pré-início (HIV, função renal, hepatites B e C, sífilis) e revisar antes de liberar a primeira dispensação
  3. 3Prescrever esquema oral diário contínuo (tenofovir/entricitabina) conforme protocolo, sem uso próprio de PrEP sob demanda fora do fluxo padronizado
  4. 4Orientar adesão diária, uso de preservativo como camada adicional e reforço de vacinação (hepatite B, HPV) quando pendente
  5. 5Programar retorno trimestral com nova sorologia HIV, avaliação de função renal e rastreio de IST

Exames

  • Teste rápido ou sorologia HIV (repetir a cada retorno, mínimo trimestral)
  • Creatinina/TFG basal e de seguimento
  • HBsAg, anti-HBc, anti-HCV
  • Sífilis (VDRL/teste treponêmico) e rastreio de outras IST conforme exposição

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar sorologia HIV negativa do dia, função renal, status de hepatite B e adesão antes de liberar/renovar a prescrição.

Medicamentos

  • Tenofovir desoproxila fumarato 300 mg + entricitabina 200 mg, 1 comprimido VO 1x/dia, uso contínuo — confirmar função renal e HBsAg antes de iniciar

Recomendações

  • Indicação/exposição de risco relatada: ___
  • Sorologia HIV do dia: ___
  • Adesão e efeitos adversos no retorno: ___
  • Vacinação hepatite B/HPV em dia: ___

Exames

  • Rastreio trimestral (HIV, função renal, IST): ___

Referências

  1. [1]Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) Oral à Infecção pelo HIV, Ministério da Saúde, atualizado em 20/03/2025

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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