infectologiaambulatoriotuberculose latenteiltbppdptbigraprova tuberculinicaisoniazidarifapentinacontato de tuberculose
Tuberculose latente (ILTB) — indicação de rastreio, teste e tratamento
Paciente contactante de caso de tuberculose, ou com HIV, ou em fila para imunobiológico. Quando testar e tratar ILTB no ambulatório?
Red flags — sinais de gravidade
Tosse, febre, emagrecimento ou sudorese noturna presentes — investigar TB ativa (baciloscopia/cultura de escarro) antes de qualquer tratamento de latente
Radiografia de tórax com imagem sugestiva de doença ativa — não tratar como ILTB até excluir TB ativa
PVHIV com CD4 baixo — indicação de tratamento de ILTB pode independer do resultado do teste, conforme critério clínico-epidemiológico
Hepatopatia significativa — ajustar/monitorar esquema pelo risco de hepatotoxicidade da isoniazida/rifamicina
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Identificar indicação de rastreio: contato domiciliar/próximo de caso bacilífero, pessoa vivendo com HIV, pré-uso de imunobiológico/imunossupressor, silicose, transplante, população privada de liberdade, profissional de saúde
Excluir tuberculose ativa antes de tratar ILTB (sintomáticos respiratórios precisam de investigação, não tratamento de latente)
Solicitar prova tuberculínica (PT/PPD) ou IGRA conforme disponibilidade e situação clínica
Checar radiografia de tórax para afastar doença ativa ou sequela
Conduta inicial
1Confirmar indicação de rastreio pelo grupo de risco e excluir sintomas/sinais de TB ativa
2Solicitar PT (PPD) ou IGRA e radiografia de tórax
3Definir ponto de corte de positividade da PT conforme situação (imunossuprimido vs. imunocompetente, contato recente)
4Iniciar tratamento de ILTB com um dos esquemas preconizados (isoniazida 9 meses, rifampicina 4 meses ou rifapentina+isoniazida 3 meses semanal) conforme disponibilidade e perfil do paciente
5Monitorar adesão e hepatotoxicidade ao longo do tratamento
Exames
Prova tuberculínica (PPD) ou IGRA
Radiografia de tórax
Transaminases basais se fator de risco para hepatotoxicidade (etilismo, hepatopatia, uso de outras medicações hepatotóxicas)
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — confirmar ausência de TB ativa, função hepática e esquema disponível na rede antes de iniciar.
Medicamentos
Isoniazida 5-10 mg/kg/dia (máx. 300 mg/dia) VO por 9 meses (esquema 9H), ou
Rifampicina 10 mg/kg/dia (máx. 600 mg/dia) VO por 4 meses (esquema 4R), ou
Rifapentina + isoniazida VO 1x/semana por 3 meses (esquema 3HP) conforme disponibilidade — confirmar dose por peso no protocolo
Recomendações
Grupo de risco/indicação de rastreio: ___
Resultado PT/IGRA e radiografia: ___
TB ativa excluída: ___
Esquema escolhido e monitorização de hepatotoxicidade: ___
Exames
Seguimento clínico e laboratorial durante o tratamento: ___
Referências
[1]Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2ª edição, Ministério da Saúde, 2019
[2]Protocolo de Vigilância da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) no Brasil, Ministério da Saúde, 2022
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.