infectologiaambulatoriodenguearbovirosegrupo agrupo bsinais de alarmeprova do lacofebre hemorragica

Dengue não grave — classificação de risco (grupos A e B) e conduta ambulatorial

Paciente com febre e suspeita de dengue, sem sinais de alarme. Como classificar em grupo A ou B e conduzir no ambulatório?

Red flags — sinais de gravidade

  • Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosa, letargia/irritabilidade, hipotensão postural, hepatomegalia >2cm ou aumento progressivo do hematócrito com queda rápida de plaquetas — sinais de alarme, reclassificar e tratar como grupo C/D
  • Sinais de choque (extremidades frias, pulso fino, pressão de pulso convergente, hipotensão) — emergência, não conduzir como ambulatorial
  • Sangramento espontâneo importante (hematêmese, melena, sangramento em SNC)
  • Idoso, gestante ou cardiopata com sinal de alarme — maior risco de evolução desfavorável, baixo limiar para internação
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar quadro compatível: febre + 2 ou mais entre cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, rash, prostração, náusea/vômito
  • Pesquisar sinais de alarme ativamente antes de classificar como não grave
  • Identificar comorbidades e condições de risco (gestação, idade <2 ou >65 anos, diabetes, cardiopatia, doença renal, uso de anticoagulante/antiagregante, risco social) para diferenciar grupo A de B
  • Fazer prova do laço quando indicado pela avaliação clínica

Conduta inicial

  1. 1Classificar como grupo A (sem sinais de alarme, sem comorbidade/condição especial) ou grupo B (sem sinais de alarme, mas com condição de risco ou prova do laço positiva)
  2. 2Orientar hidratação oral abundante durante todo o período febril e por 24-48h após a defervescência
  3. 3Tratar sintomas com paracetamol ou dipirona; evitar salicilatos e anti-inflamatórios não esteroidais pelo risco de sangramento
  4. 4Solicitar hemograma no grupo B (e considerar no grupo A conforme critério local) e reavaliar evolução
  5. 5Orientar sinais de alarme por escrito e retorno imediato se surgirem; agendar retorno em 48h ou na queda da febre

Exames

  • Hemograma completo (hematócrito e plaquetas) — obrigatório no grupo B
  • Prova do laço quando indicada
  • Sorologia/antígeno NS1 ou RT-PCR conforme dia de doença e disponibilidade
  • Exames adicionais (função renal, transaminases) se comorbidade relevante

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar ausência de sinais de alarme, grupo de risco e resultado do hemograma antes de manter conduta ambulatorial.

Medicamentos

  • Paracetamol 500-750 mg VO até 4/4h ou 6/6h se dor/febre, dose máxima 4 g/dia, ou
  • Dipirona 500-1000 mg VO até 6/6h se dor/febre — evitar salicilatos e AINE

Recomendações

  • Grupo classificado (A ou B) e critério: ___
  • Sinais de alarme pesquisados e ausentes: ___
  • Hidratação oral orientada: ___
  • Retorno agendado/sinais de alarme entregues por escrito: ___

Exames

  • Hemograma e reavaliação programada: ___

Referências

  1. [1]Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico — Adulto e Criança, 6ª edição, Ministério da Saúde, 2024

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

Criar conta

Quer receber os próximos verbetes por e-mail? Sem spam, cancela quando quiser.

Ver todos os verbetes