nefrologiaurologiaambulatorionefrolitiasecalculo renalpedra nos rinsurolitiasecolica renal recorrenteinvestigacao metabolicahipercalciuria

Nefrolitíase recorrente — investigação metabólica e prevenção

Paciente com episódio recorrente de cálculo renal, fora da crise aguda. Quando vale a pena fazer investigação metabólica completa e o que orientar para prevenir novo episódio?

Red flags — sinais de gravidade

  • Múltiplos cálculos já na primeira apresentação ou história familiar fortemente positiva — indicação de avaliação metabólica completa mesmo sem recorrência ainda documentada
  • Cálculo em paciente com rim único, DRC associada ou infecção urinária de repetição associada à litíase (cálculo de estruvita)
  • Nefrocalcinose ou sinais de doença óssea associada
  • Cálculo de composição atípica (ácido úrico, cistina, estruvita) — investigação dirigida específica
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Classificar o paciente: formador único, recorrente ou com doença metabolicamente ativa (litíase recorrente, crescimento de cálculo preexistente ou eliminação recorrente de cristais)
  • Levantar história familiar de litíase, dieta habitual (sódio, proteína animal, oxalato, ingesta hídrica), comorbidades (obesidade, DM, gota, doença intestinal) e medicações associadas a litíase
  • Obter composição do cálculo eliminado/removido quando disponível — orienta o tipo de investigação
  • Confirmar que o paciente está fora de crise aguda antes de solicitar urina de 24h (coleta em condição habitual, não durante cólica ou infecção)

Conduta inicial

  1. 1Indicar avaliação metabólica individualizada para formadores recorrentes, formadores únicos de alto risco ou com doença ativa
  2. 2Solicitar sangue, urina de amostra isolada e urina de 24h (fora de crise) conforme perfil de risco
  3. 3Orientar medidas gerais de prevenção: aumentar ingesta hídrica para atingir diurese-alvo, moderar sódio e proteína animal, manter cálcio dietético adequado (não restringir)
  4. 4Direcionar tratamento específico conforme composição do cálculo e achados metabólicos (ex.: citrato para hipocitratúria, tiazídico para hipercalciúria) — decisão do nefrologista/urologista
  5. 5Programar seguimento de imagem periódico conforme atividade da doença

Exames

  • Urina de 24h: volume, cálcio, oxalato, citrato, ácido úrico, sódio, creatinina (fora de crise)
  • Sangue: cálcio, ácido úrico, creatinina, eletrólitos; PTH se hipercalcemia
  • Análise da composição do cálculo, se disponível
  • Imagem (USG ou TC de baixa dose) para avaliar carga litiásica atual

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar classificação de risco (formador único vs. recorrente vs. ativo), composição do cálculo, função renal e contexto fora de crise antes de definir investigação e prevenção.

Dieta

  • Ingesta hídrica-alvo para diurese: ___
  • Orientação de sódio/proteína animal: ___

Recomendações

  • Classificação (único/recorrente/ativo): ___
  • Composição do cálculo (se conhecida): ___
  • Indicação de avaliação metabólica completa: ___

Exames

  • Urina de 24h agendada fora de crise: ___

Referências

  1. [1]Brazilian Guidelines on evaluation and clinical management of Nephrolithiasis: Brazilian Society of Nephrology — J Bras Nefrol, 2025;47(2):e20240189, DOI 10.1590/2175-8239-JBN-2024-0189en

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

Criar conta

Quer receber os próximos verbetes por e-mail? Sem spam, cancela quando quiser.

Ver todos os verbetes