A crise não responde do jeito esperado ao benzodiazepínico, ou o quadro não bate direito com uma crise epiléptica típica — como penso em PNES sem descartar epilepsia de verdade nem rotular o paciente de forma errada?
Red flags — sinais de gravidade
- Erro que mata: assumir PNES numa primeira crise sem vídeo-EEG e suspender anticonvulsivante de quem também tem epilepsia confirmada — abandonar tratamento de uma epilepsia real por suspeita não confirmada expõe a estado de mal verdadeiro
- Crise refratária a doses repetidas de benzodiazepínico sem depressão respiratória correspondente — pode ser sinal de PNES, mas também pode ser estado de mal não convulsivo; não usar isso sozinho para decidir
- Comunicar o diagnóstico de forma estigmatizante ('não é nada', 'está fingindo') — gera raiva, ruptura de vínculo e abandono de seguimento
- Manter anticonvulsivante indefinidamente após diagnóstico confirmado de PNES sem epilepsia associada — associado a pior desfecho e mascara a necessidade de tratamento psiquiátrico/psicoterápico