sindrome do tunel do carpotunel do carpocompressao do nervo medianoparestesia de maostala noturnaeletroneuromiografia de maoestudarprescrever
Síndrome do túnel do carpo — diagnóstico e manejo conservador
O paciente relata formigamento noturno em polegar/indicador/médio, que melhora ao sacudir a mão — como confirmo síndrome do túnel do carpo e conduzo o tratamento conservador antes de pensar em cirurgia?
Red flags — sinais de gravidade
Déficit motor com atrofia tenar ou perda sensitiva constante (não mais intermitente) — doença mais avançada, menor chance de resposta a tratamento conservador isolado, encaminhar para avaliação cirúrgica
Sintomas bilaterais atípicos ou associados a outros déficits neurológicos — considerar causa sistêmica (polineuropatia, radiculopatia cervical) antes de fechar diagnóstico isolado de túnel do carpo
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Confirmar distribuição sensitiva no território do nervo mediano (polegar, indicador, médio e metade radial do anular) — poupando o quinto dedo
Perguntar sobre piora noturna e alívio ao sacudir a mão ('flick sign') — muito característico
Testar sinais provocativos (Phalen, Tinel) e força de oponência do polegar em casos mais avançados
Rastrear fatores de risco/associados: trabalho repetitivo, gestação, hipotireoidismo, diabetes, artrite reumatoide
Avaliar gravidade clínica (intermitente vs. constante, presença de atrofia tenar) para decidir entre tratamento conservador e encaminhamento cirúrgico
Conduta inicial
1Confirmar diagnóstico pela história (distribuição no nervo mediano, piora noturna) e testes provocativos — a ferramenta clínica CTS-6 tem acurácia comparável a eletroneuromiografia/ultrassonografia para o diagnóstico.
2Iniciar tratamento conservador em casos leves a moderados: tala noturna em posição neutra é a intervenção mais simples e com melhor custo-benefício.
3Considerar infiltração de corticoide local para alívio de curto prazo, sem benefício sustentado a longo prazo.
4Reavaliar resposta em 2-7 semanas — se não houver melhora nesse intervalo, escalonar para outra medida conservadora ou encaminhar para avaliação cirúrgica.
5Reservar eletroneuromiografia para dúvida diagnóstica, avaliação pré-operatória ou suspeita de causa associada (polineuropatia, radiculopatia).
Exames
Diagnóstico é primariamente clínico (CTS-6 tem acurácia comparável a exames complementares)
Eletroneuromiografia/ultrassonografia se dúvida diagnóstica, avaliação pré-cirúrgica ou suspeita de causa associada
TSH e glicemia se fatores de risco sistêmicos não investigados
Prescrição-modelo
Modelo de rascunho para o residente adaptar e confirmar — indicação de infiltração ou cirurgia depende de gravidade clínica e resposta ao tratamento conservador. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Medicamentos
Anti-inflamatório não esteroidal por curto período para alívio sintomático, se sem contraindicação ___
Infiltração local de corticoide, se sintomas persistentes apesar da tala noturna ___
Recomendações
Tala noturna em posição neutra do punho como primeira linha
Modificação de atividade/ergonomia se relacionado a trabalho repetitivo
Reavaliar em 2-7 semanas; escalonar ou encaminhar para cirurgia se sem resposta
Exames
Eletroneuromiografia se dúvida diagnóstica ou avaliação pré-cirúrgica
Referências
[1]Management of Carpal Tunnel Syndrome, Evidence-Based Clinical Practice Guideline, American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), atualizada em 2024
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.