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Terapia pulpar vital — capeamento e pulpotomia com cimentos de silicato de cálcio
Polpa exposta durante a remoção de cárie: dá para manter o dente vital, e com que material?
Red flags — sinais de gravidade
Dor espontânea prévia, dor noturna, resposta prolongada ao frio: avaliar com cuidado antes de indicar capeamento — pode não ser candidato
Sangramento pulpar profuso e persistente após irrigação e compressão — não capear, aprofundar o tratamento
Necrose, fístula, edema, mobilidade ou lesão periapical: não há terapia pulpar vital, é tratamento endodôntico
Erro comum: capeamento sob restauração provisória mal selada, com reavaliação nunca agendada
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Manter polpa vital é objetivo, não plano B — o consenso atual favorece abordagens conservadoras mesmo em parte dos casos antes rotulados como irreversíveis
Remoção seletiva de tecido cariado reduz exposição pulpar; escavar até dentina dura em lesão profunda é o que costuma expor a polpa
Cimentos de silicato de cálcio (MTA, Biodentine) são os materiais de escolha para capeamento e pulpotomia, com desfecho mais favorável
Hemostasia é critério de decisão: sangramento que não cessa em poucos minutos sugere inflamação mais extensa e indica aprofundar a pulpotomia ou partir para pulpectomia
Selamento coronário definitivo e bem adaptado é parte do tratamento — infiltração perde o caso mesmo com material correto
Conduta inicial
1Confirmar diagnóstico pulpar e periapical, e checar que não há sinal de necrose ou lesão periapical.
2Isolamento absoluto e assepsia — sem isolamento a taxa de sucesso cai.
3Remoção seletiva do tecido cariado, mantendo dentina firme na periferia e evitando exposição desnecessária.
4Exposição ocorrida: irrigar com hipoclorito de sódio em concentração adequada e obter hemostasia com compressão suave.
5Hemostasia obtida em poucos minutos: capeamento direto ou pulpotomia parcial com cimento de silicato de cálcio.
6Hemostasia não obtida: aprofundar para pulpotomia total e, persistindo, indicar pulpectomia/tratamento endodôntico.
7Selar com restauração definitiva bem adaptada e programar acompanhamento clínico e radiográfico.
Exames
Radiografia periapical pré-operatória e de controle
Testes de sensibilidade pulpar no acompanhamento (resposta mantida é sinal favorável)
Reavaliação clínica e radiográfica em intervalos definidos (por exemplo 6 e 12 meses) para checar ausência de lesão periapical
Prescrição-modelo
Modelo de rascunho para o profissional adaptar e confirmar. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Dieta
Dieta macia nas primeiras horas após o procedimento ___
Medicamentos
Analgesia com AINE ou paracetamol se necessário, dose a definir ___
Recomendações
Retorno imediato se dor espontânea, dor noturna, edema ou dor à mordida ___
Controle clínico e radiográfico em ___ meses
Exames
Radiografia periapical de controle em ___ meses
Referências
[1]Consensus-Based Recommendations on Pulp Therapies in Primary and Permanent Teeth: IAPD Porto Forum (Dhar et al., International Journal of Paediatric Dentistry, 2026)
[2]AAE Consensus Conference Recommended Diagnostic Terminology, American Association of Endodontists
[3]Evidence-based clinical practice guideline on nonrestorative treatments for carious lesions, American Dental Association (Slayton et al., JADA 2018;149(10):837-849)
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do profissional responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.