Dente permanente jovem com ápice aberto — apexificação e revascularização
Dente permanente de criança, com raiz ainda em formação e polpa comprometida: como salvar sem deixar a raiz fina e frágil?
Red flags — sinais de gravidade
Parede radicular muito fina após tratamento: risco alto de fratura cervical, planejar reforço/proteção coronária
Descoloração coronária pós-procedimento regenerativo com antibiótico intracanal contendo minociclina — considerar no plano estético anterior
Sinal de infecção persistente (fístula, dor, lesão que não regride) — retomar desinfecção antes de qualquer etapa definitiva
Erro comum: instrumentar mecanicamente a parede fina buscando 'limpeza' e enfraquecer a raiz que se queria preservar
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Raiz incompleta com polpa vital: preservar a vitalidade (apexogênese) é a prioridade — a raiz continua se formando e a parede fica mais espessa
Polpa necrosada com ápice aberto: escolher entre plug apical de silicato de cálcio (apexificação em sessão reduzida) e procedimento regenerativo/revascularização
Desinfecção é o determinante do desfecho, e ela vem principalmente da irrigação — instrumentação agressiva em parede fina é o que fratura o dente depois
Restauração coronária definitiva e bem selada é parte do tratamento; dente com parede fina precisa de proteção contra fratura
Acompanhamento é longo (anos), com controle clínico e radiográfico — o desfecho não se declara em meses
Conduta inicial
1Definir estágio de formação radicular e o diagnóstico pulpar antes de escolher a técnica.
2Polpa vital: terapia pulpar vital (pulpotomia com silicato de cálcio) para permitir a continuidade da formação radicular.
3Polpa necrosada: desinfecção do canal com irrigação abundante e medicação intracanal, com instrumentação mecânica mínima.
4Apexificação: plug apical com cimento de silicato de cálcio e obturação/preenchimento do restante do canal, seguido de restauração definitiva.
5Procedimento regenerativo: seguir protocolo de desinfecção, indução de sangramento no canal, selamento com silicato de cálcio e restauração definitiva.
6Proteger a coroa contra fratura e programar acompanhamento clínico e radiográfico por anos.
Exames
Radiografia periapical seriada para acompanhar espessura de parede, comprimento radicular e fechamento apical
Testes de sensibilidade nos casos com polpa preservada
Tomografia de feixe cônico em casos selecionados (reabsorção, anatomia, avaliação de fratura)
Prescrição-modelo
Modelo de rascunho para o profissional adaptar e confirmar. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Dieta
Dieta macia; evitar morder alimentos duros com o elemento tratado ___
Medicamentos
Analgesia se necessário, dose a definir ___
Recomendações
Proteção contra trauma em atividade esportiva (protetor bucal) ___
Retorno imediato se dor, edema ou fístula ___
Controles clínicos e radiográficos em ___ meses e anualmente
Exames
Radiografia periapical de controle em ___ meses
Referências
[1]Consensus-Based Recommendations on Pulp Therapies in Primary and Permanent Teeth: IAPD Porto Forum (Dhar et al., International Journal of Paediatric Dentistry, 2026)
[2]International Association of Dental Traumatology guidelines for the management of traumatic dental injuries: 1. Fractures and luxations (Bourguignon et al., Dental Traumatology 2020;36(4):314-330)
[3]AAE Consensus Conference Recommended Diagnostic Terminology, American Association of Endodontists
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do profissional responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.