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Periodontite — estágio e grau na classificação de 2017

Como classificar a periodontite em estágio e grau, e por que 'crônica' e 'agressiva' saíram da classificação?

Red flags — sinais de gravidade

  • Perda de inserção grave em paciente jovem, com padrão molar-incisivo: grau C, investigar fatores sistêmicos e tratar cedo
  • Perda óssea desproporcional ao biofilme visível — reavaliar diabetes descompensado, tabagismo pesado, imunossupressão e causas raras
  • Mobilidade, migração dentária e colapso de mordida: estágio IV, o plano deixa de ser só periodontal e envolve reabilitação
  • Erro comum: reclassificar como estável um paciente que só melhorou o sangramento — estabilidade exige critérios de sondagem e sangramento definidos, não impressão
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Desde 2017 não se usa mais 'crônica' e 'agressiva': o eixo é estágio (I a IV, gravidade e complexidade) e grau (A, B ou C, velocidade de progressão e risco)
  • O estágio vem da perda de inserção interproximal no sítio pior, da perda óssea radiográfica, dos dentes perdidos por periodontite e de fatores de complexidade (bolsa profunda, lesão de furca, defeito vertical, colapso de mordida)
  • O grau vem da velocidade de progressão (perda óssea em relação à idade, evidência direta no tempo) e é modificado por tabagismo e controle glicêmico
  • Descrever também extensão (localizada, generalizada, padrão molar-incisivo) e status atual (estável, em remissão, instável)
  • Sem sondagem completa e radiografias não existe classificação — é diagnóstico de exame, não de impressão

Conduta inicial

  1. 1Periograma completo com seis sítios por dente e série radiográfica adequada.
  2. 2Definir estágio pela perda de inserção interproximal no sítio de maior perda, perda óssea radiográfica, dentes perdidos por periodontite e fatores de complexidade.
  3. 3Definir grau pela evidência de progressão (radiografias anteriores quando existirem) e pelos modificadores tabagismo e controle glicêmico.
  4. 4Registrar extensão e status (estável, em remissão, instável) junto do estágio e do grau.
  5. 5Comunicar ao paciente a natureza crônica e o papel do autocuidado antes de iniciar a terapia.
  6. 6Encaminhar o plano de tratamento por passos, conforme a diretriz de tratamento correspondente ao estágio.

Exames

  • Periograma completo com sondagem de seis sítios por dente, incluindo furca e mobilidade
  • Série radiográfica periapical completa ou panorâmica com interproximais, para perda óssea
  • Radiografias anteriores do paciente, quando existirem, para estimar velocidade de progressão
  • Hemoglobina glicada em diabético ou suspeita de diabetes; registro de carga tabágica

Referências

  1. [1]Staging and grading of periodontitis: Framework and proposal of a new classification and case definition (Tonetti, Greenwell e Kornman, Journal of Periodontology 2018;89 Suppl 1:S159-S172)
  2. [2]Periodontitis: Consensus report of workgroup 2 of the 2017 World Workshop on the Classification of Periodontal and Peri-Implant Diseases and Conditions (Papapanou et al., Journal of Periodontology 2018)
  3. [3]2017 Classification of Periodontal and Peri-implant Diseases and Conditions, American Academy of Periodontology

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do profissional responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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