ortopediaambulatoriolombalgia cronicador lombardor nas costascoluna lombarlombalgia mecanicador cronica
Lombalgia crônica mecânica — avaliação e manejo ambulatorial (>12 semanas)
A dor lombar já passa de 12 semanas, sem trauma recente nem sinal de alarme. Como conduzir a investigação e o tratamento no ambulatório?
Red flags — sinais de gravidade
Síndrome de cauda equina: retenção urinária, incontinência, anestesia em sela, fraqueza bilateral progressiva — encaminhamento de urgência
Suspeita de infecção (febre, uso de drogas IV, imunossupressão) ou neoplasia (perda de peso, história oncológica, dor noturna que não alivia)
Déficit neurológico motor progressivo ou fratura por fragilidade (trauma mínimo, osteoporose, uso crônico de corticoide)
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Confirmar duração (>12 semanas), padrão mecânico (piora com movimento/carga, melhora com repouso) e ausência de irradiação radicular franca
Rastrear red flags: perda de peso, febre, história de câncer, uso de imunossupressor/droga IV, trauma, idade >50 com dor nova, déficit neurológico progressivo
Avaliar fatores biopsicossociais: catastrofização, medo do movimento, sono, humor, afastamento do trabalho
Exame físico focado: mobilidade lombar, palpação, testes de tensão neural (Lasègue) e exame neurológico de membros inferiores
Conduta inicial
1Excluir red flags antes de tratar como lombalgia mecânica crônica
2Evitar imagem de rotina sem sinal de alarme — reservar para suspeita específica ou falha terapêutica prolongada
3Priorizar exercício ativo (fortalecimento, aeróbico ou tai chi/yoga), educação e manejo do medo do movimento como primeira linha
4Considerar terapias não farmacológicas adjuntas (terapia manual, acupuntura, TCC) conforme disponibilidade e preferência do paciente
5Reservar farmacoterapia (AINE, eventualmente duloxetina) para insuficiência da abordagem não farmacológica, sempre com reavaliação periódica
Exames
Nenhum exame de imagem de rotina na ausência de red flags
Radiografia de coluna lombar se suspeita de causa estrutural específica ou fator de risco para fratura
RM de coluna lombar reservada para déficit neurológico, suspeita de infecção/neoplasia ou falha terapêutica com plano de intervenção
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — confirmar ausência de red flags, tempo de evolução, resposta a tratamentos prévios e comorbidades antes de prescrever.
Medicamentos
AINE oral, menor dose eficaz e menor tempo possível, conforme função renal e risco gastrointestinal/cardiovascular: ___
Recomendações
Tempo de evolução e padrão da dor: ___
Red flags pesquisados e ausentes: ___
Programa de exercício/fisioterapia indicado: ___
Fatores biopsicossociais identificados: ___
Critério de retorno/reavaliação: ___
Exames
Investigação adicional, se indicada: ___
Referências
[1]Qaseem A, et al. Noninvasive Treatments for Acute, Subacute, and Chronic Low Back Pain: A Clinical Practice Guideline From the American College of Physicians. Annals of Internal Medicine, 2017;166(7):514-530.
[2]Interventions for the Management of Acute and Chronic Low Back Pain: Revision 2021 — Clinical Practice Guideline, Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy / APTA.
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.