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Rinossinusite crônica — diagnóstico e manejo ambulatorial

O paciente tem congestão nasal, secreção e dor facial há mais de 12 semanas — como confirmo rinossinusite crônica e conduzo o tratamento clínico antes de pensar em cirurgia?

Red flags — sinais de gravidade

  • Sintomas unilaterais importantes, sangramento nasal recorrente ou massa visível — não é rinossinusite crônica comum, investigar causa estrutural/neoplásica
  • Edema periorbitário, alteração visual ou sinais neurológicos associados — suspeitar de complicação orbitária/intracraniana, emergência
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar duração ≥12 semanas de pelo menos 2 sintomas cardinais: obstrução/congestão nasal, secreção nasal anterior/posterior, dor/pressão facial, redução do olfato
  • Confirmação objetiva de inflamação sinonasal necessária — rinoscopia anterior, endoscopia nasal ou TC — não é diagnóstico só pela queixa clínica isolada
  • Investigar fator alérgico associado (rinite alérgica concomitante é comum e trata-se em paralelo)
  • Perguntar sobre asma associada — rinossinusite crônica com polipose nasal tem associação relevante com asma e doença respiratória exacerbada por AINE

Conduta inicial

  1. 1Confirmar diagnóstico objetivamente (rinoscopia/endoscopia/TC) antes de tratar como rinossinusite crônica — sintomas isolados sem confirmação objetiva não fecham o diagnóstico.
  2. 2Tratamento clínico de primeira linha: corticoide intranasal contínuo e lavagem nasal com solução salina (irrigação de grande volume tem melhor evidência que spray) — manter por semanas antes de julgar resposta.
  3. 3Tratar rinite alérgica concomitante quando presente, contribui para controle dos sintomas.
  4. 4Reservar antibiótico para exacerbação aguda com critérios de infecção bacteriana, não para uso contínuo na rinossinusite crônica em si.
  5. 5Encaminhar para otorrinolaringologia (avaliação endoscópica e consideração cirúrgica) se resposta insuficiente ao tratamento clínico otimizado, presença de polipose nasal ou suspeita de complicação.

Exames

  • Rinoscopia anterior ou endoscopia nasal para confirmação diagnóstica
  • TC de seios da face se dúvida diagnóstica, avaliação pré-cirúrgica ou suspeita de complicação

Prescrição-modelo

Modelo de rascunho para o residente adaptar e confirmar. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Medicamentos

  • Corticoide intranasal contínuo (ex. budesonida, mometasona) por várias semanas antes de reavaliar resposta ___
  • Antibiótico apenas se exacerbação aguda com critérios de infecção bacteriana, não para uso contínuo ___

Recomendações

  • Lavagem nasal com solução salina de grande volume, uso regular
  • Tratar rinite alérgica concomitante se presente
  • Encaminhar para otorrinolaringologia se resposta insuficiente ou polipose nasal identificada

Exames

  • Endoscopia nasal/TC de seios da face conforme indicação

Referências

  1. [1]Clinical Practice Guideline: Adult Sinusitis Update, American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery Foundation (AAO-HNSF), Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2025
  2. [2]Clinical Practice Guideline: Surgical Management of Chronic Rhinosinusitis, AAO-HNSF, Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2025

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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