faringoamigdalite recorrenteamigdalite de repeticaodor de garganta recorrenteamigdalectomiacriterios de paradiseestudar
Faringoamigdalite recorrente — critério para indicar amigdalectomia
A criança/paciente tem episódios repetidos de dor de garganta com febre e exsudato amigdaliano — quando isso justifica encaminhar para amigdalectomia?
Red flags — sinais de gravidade
Abscesso periamigdaliano — não é faringoamigdalite recorrente simples, avaliação urgente para drenagem
Sinais de obstrução de via aérea superior (hipertrofia amigdaliana com apneia do sono associada) — indicação cirúrgica por motivo diferente da recorrência infecciosa, também válida
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Documentar cada episódio com critério objetivo: febre >38,3°C, adenopatia cervical, exsudato amigdaliano ou cultura positiva para estreptococo do grupo A — não vale só 'dor de garganta' relatada
Contar frequência pelos critérios de Paradise: ≥7 episódios no último ano, ou ≥5/ano nos últimos 2 anos, ou ≥3/ano nos últimos 3 anos
Perguntar sobre complicações prévias: abscesso periamigdaliano, múltiplas alergias a antibiótico, história pessoal/familiar de febre reumática — fatores que reduzem o limiar para indicar cirurgia
Considerar impacto em faltas escolares/trabalho e qualidade de vida, além da contagem pura de episódios
Conduta inicial
1Confirmar que os episódios relatados atendem aos critérios objetivos de Paradise antes de considerar cirurgia — contagem de episódios sem documentação objetiva não sustenta a indicação.
2Se critério de Paradise atingido (ou fator modificador presente, como abscesso periamigdaliano prévio ou múltiplas alergias a antibiótico), encaminhar para otorrinolaringologia para avaliação de amigdalectomia.
3Explicar que a cirurgia reduz frequência e gravidade dos episódios por cerca de 2 anos após o procedimento — benefício modesto, não é garantia de resolução definitiva.
4Se critério não atingido, manter conduta expectante com tratamento de cada episódio agudo isoladamente, reavaliando a frequência ao longo do tempo.
Exames
Documentação de cada episódio (febre, exsudato, adenopatia, cultura/teste rápido para estreptococo) — retrospectiva pelo histórico do prontuário quando possível
Prescrição-modelo
Modelo de rascunho para o residente adaptar e confirmar — indicação cirúrgica é decisão de otorrinolaringologia. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Medicamentos
Tratamento do episódio agudo conforme protocolo padrão de faringoamigdalite (antibiótico se confirmação de estreptococo do grupo A) ___
Recomendações
Documentar objetivamente cada novo episódio para sustentar a decisão futura
Encaminhar para otorrinolaringologia se critério de Paradise ou fator modificador presente
Referências
[1]Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update), American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery (AAO-HNS), 2019
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.