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Corpo estranho em ouvido/nariz — remoção ambulatorial segura

A criança/paciente chegou com corpo estranho visível no conduto auditivo ou na narina — quando eu tento remover no consultório e quando encaminho direto para otorrinolaringologia?

Red flags — sinais de gravidade

  • Pilha de botão — emergência, encaminhamento otorrinolaringológico imediato; nunca irrigar (acelera a necrose)
  • Perfuração de membrana timpânica, objeto em contato com a membrana, ou visualização incompleta do conduto — encaminhar para remoção sob microscópio, não insistir no consultório
  • Insucesso após 1-2 tentativas — parar e encaminhar; tentativas repetidas aumentam risco de lesão e trauma para o paciente/criança
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Identificar o tipo de objeto: insetos, objetos inertes (contas, brinquedos), pilha de botão — cada um muda a urgência e a técnica
  • Pilha de botão é sempre emergência — necrose por liquefação pode ocorrer em poucas horas
  • Avaliar visualização completa do conduto/objeto e se há contato com a membrana timpânica antes de tentar remoção
  • Definir de antemão o número de tentativas (1-2) antes de encaminhar — múltiplas tentativas malsucedidas aumentam risco de lesão e reduzem cooperação da criança

Conduta inicial

  1. 1Pilha de botão em ouvido ou nariz: encaminhamento otorrinolaringológico imediato, sem tentativa de irrigação (contraindicada, acelera necrose por liquefação).
  2. 2Inseto vivo no conduto auditivo: imobilizar/matar o inseto antes de tentar remoção (ex. óleo mineral), depois remover por irrigação ou instrumento, conforme técnica e visualização.
  3. 3Objeto inerte com boa visualização e sem contato com a membrana timpânica: tentar remoção por irrigação (se objeto não orgânico e sem perfuração), sucção ou instrumento adequado (fórceps, gancho), limitando-se a 1-2 tentativas.
  4. 4Corpo estranho nasal: técnica de 'beijo materno' (pressão positiva) pode ser tentada em objeto anterior visível antes de instrumentação, especialmente em criança pouco cooperativa.
  5. 5Encaminhar para otorrinolaringologia (remoção sob microscópio/endoscopia, possivelmente sob sedação) se insucesso após 1-2 tentativas, visualização incompleta, contato com membrana timpânica, ou objeto de difícil manejo.

Exames

  • Nenhum de rotina — avaliação é primariamente pela otoscopia/rinoscopia direta

Prescrição-modelo

Modelo de rascunho para o residente adaptar e confirmar. Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Medicamentos

  • Óleo mineral para imobilizar inseto vivo antes da remoção, se aplicável ___

Recomendações

  • Limitar a 1-2 tentativas de remoção antes de encaminhar
  • Nunca irrigar em caso de pilha de botão

Referências

  1. [1]Foreign Bodies in the Ear, Nose, and Throat, American Academy of Family Physicians (AFP), 2025

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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