pneumologiaambulatorioasmaasma cronicabombinhaICS-formoterolcorticoide inalatorioGINAstep up step downcontrole de sintomas
Asma crônica — controle e escalonamento/desescalonamento de tratamento (GINA)
O paciente tem asma diagnosticada e vem de retorno ambulatorial. Como avaliar controle e ajustar o degrau de tratamento (subir ou descer)?
Red flags — sinais de gravidade
Exacerbação atual com dispneia em repouso, fala entrecortada ou uso de musculatura acessória — tratar como crise aguda, não ajuste ambulatorial de rotina
História de exacerbação quase fatal (IOT/UTI por asma) — manter seguimento mais próximo, limiar mais baixo para especialista
Necessidade de SABA isolado múltiplas vezes por semana ou mais de um frasco/mês — risco aumentado de exacerbação grave
Suspeita de diagnóstico alternativo (DPOC, disfunção de corda vocal, ICC) em quem não melhora com step-up
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Avaliar controle de sintomas nas últimas 4 semanas (frequência diurna, despertar noturno, limitação de atividade, uso de resgate)
Checar técnica inalatória e adesão antes de qualquer escalonamento
Revisar fatores de risco modificáveis para exacerbação (tabagismo, exposição, comorbidades, função pulmonar reduzida)
Confirmar qual track de tratamento o paciente usa (ICS-formoterol como resgate vs. SABA como resgate) antes de ajustar dose
Perguntar sobre exacerbações desde a última consulta e uso de curso de corticoide oral
Conduta inicial
1Excluir exacerbação aguda antes do ajuste eletivo de manutenção
2Checar técnica de inalação e adesão — causa mais comum de 'mau controle' antes de trocar terapia
3Classificar controle como bem controlado, parcialmente controlado ou não controlado nas últimas 4 semanas
4Escalonar (step-up) um degrau se não controlado após confirmar técnica/adesão; considerar desescalonamento (step-down) gradual se bem controlado por ≥3 meses e baixo risco
5Preferir esquemas com ICS-formoterol como resgate (track 1) quando disponível, reduz exacerbação grave frente a esquema com SABA isolado
6Reavaliar em 4–12 semanas após qualquer mudança de degrau
Exames
Espirometria com prova broncodilatadora para reavaliação objetiva de função pulmonar (periódica, não a cada consulta)
Questionário de controle validado (ex. ACT/ACQ) se disponível no serviço
Considerar eosinófilos séricos e IgE se perfil sugerir asma T2-alta refratária, para discutir biológico
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — confirmar track de tratamento atual, técnica inalatória, adesão, comorbidades e frequência de exacerbação antes de mudar degrau.
Medicamentos
Ajuste de degrau (step-up/step-down) e track (ICS-formoterol vs. SABA como resgate): ___
Recomendações
Nível de controle nas últimas 4 semanas: ___
Técnica inalatória revisada: ___
Fatores de risco modificáveis abordados: ___
Retorno para reavaliação em: ___
Exames
Espirometria de reavaliação: ___
Referências
[1]Global Strategy for Asthma Management and Prevention — GINA 2025 Report, Global Initiative for Asthma
[2]GINA 2025 Guideline Summary — Asthma Management, Adults and Adolescents, Medscape Clinical Reference (baseado em GINA 2025)
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.