pneumologiaambulatorioDPOCdoenca pulmonar obstrutiva cronicaenfisemabronquite cronicaGOLDgrupo ABEbroncodilatador de longa acaoLABA LAMA

DPOC estável — classificação ABE e tratamento de manutenção (GOLD)

O paciente tem DPOC estável, sem agudização no momento. Como classificar (grupo ABE) e escolher/ajustar a terapia de manutenção?

Red flags — sinais de gravidade

  • Piora aguda de dispneia, aumento de volume/purulência de escarro ou uso de musculatura acessória — tratar como agudização, não ajuste eletivo
  • Hipoxemia em repouso ou dessaturação ao esforço não avaliada — investigar indicação de oxigenoterapia domiciliar
  • Perda de peso não intencional, hemoptise ou dor torácica persistente — investigar diagnóstico alternativo (neoplasia)
  • Cor pulmonale ou sinais de insuficiência cardíaca direita
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar diagnóstico com espirometria prévia (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador)
  • Quantificar sintomas com escala validada (mMRC ou CAT)
  • Levantar número de exacerbações e hospitalizações no último ano
  • Checar eosinófilos séricos se houver exacerbações apesar de broncodilatador duplo — orienta uso de ICS
  • Confirmar técnica inalatória, vacinação (influenza, pneumocócica, VSR conforme idade/risco) e cessação de tabagismo

Conduta inicial

  1. 1Excluir agudização antes do ajuste ambulatorial de manutenção
  2. 2Classificar em grupo A, B ou E conforme carga de sintomas (mMRC/CAT) e história de exacerbação (grupo E = ≥2 exacerbações moderadas ou ≥1 com hospitalização)
  3. 3Grupo A: broncodilatador único (LABA ou LAMA); Grupo B e Grupo E: iniciar diretamente com LABA+LAMA (GOLD 2023+) — monoterapia fica reservada a quando a dupla não for apropriada ou por questão de adesão
  4. 4Considerar LABA+LAMA+ICS no grupo E se exacerbações persistentes e eosinófilos ≥300 céls/µL, ou eosinófilos ≥100 com múltiplas exacerbações
  5. 5Reforçar cessação de tabagismo, reabilitação pulmonar e vacinação em toda consulta — intervenção com maior impacto em desfecho
  6. 6Reavaliar resposta e técnica inalatória em 1–3 meses após mudança de terapia

Exames

  • Espirometria com prova broncodilatadora para diagnóstico/estadiamento
  • Oximetria de pulso em repouso e, se limítrofe, teste de caminhada ou gasometria arterial
  • Eosinófilos séricos para guiar decisão sobre ICS
  • Radiografia de tórax se sintomas atípicos ou fatores de risco para neoplasia

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar grupo ABE, eosinófilos, comorbidades cardiovasculares e técnica inalatória antes de escalonar terapia.

Medicamentos

  • Broncodilatador de longa ação (LABA/LAMA/LABA+LAMA ± ICS conforme grupo ABE e eosinófilos): ___

Recomendações

  • Grupo ABE e justificativa: ___
  • Cessação de tabagismo/reabilitação pulmonar discutida: ___
  • Vacinação em dia: ___
  • Sinais de alarme para procurar atendimento: ___

Exames

  • Reavaliação funcional/espirometria em: ___

Referências

  1. [1]Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of COPD — GOLD 2025 Report/Pocket Guide, Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease
  2. [2]COPD Diagnosis and Management: GOLD 2025 Guideline Summary, Medscape Clinical Reference (baseado em GOLD 2025)

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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