Transtorno de estresse pós-traumático — cuidado informado pelo trauma
Após trauma, o paciente tem revivescência, evitação e hipervigilância. Como avaliar sem provocar revitimização?
Red flags — sinais de gravidade
Risco suicida/autoagressão ou violência atual
Dissociação grave, psicose ou incapacidade de autocuidado
Criança/adolescente ou pessoa vulnerável em risco — acionar proteção conforme lei
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Pedir permissão antes de explorar trauma e colher apenas detalhe necessário
Avaliar intrusões, evitação, alterações cognitivas/humor, hiperativação, duração e função
Pesquisar dissociação, depressão, suicídio, substâncias, dor e sono
Checar segurança atual, violência em curso e rede de apoio
Conduta inicial
1Avaliar segurança e prontidão, manejar crises concorrentes e oferecer oportunamente psicoterapia focada em trauma; não exigir relato detalhado nem estabilização prolongada como regra universal
2Oferecer psicoterapia focada em trauma baseada em evidências
3Tratar comorbidades e reduzir uso nocivo de substâncias
4Coordenar RAPS e rede de proteção respeitando sigilo e deveres legais
Exames
Diagnóstico clínico; escalas apoiam, não substituem entrevista
Exames apenas por diferenciais/lesões associadas
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — confirmar segurança, risco, dissociação, violência, sigilo, comorbidades e preferência.
Recomendações
Sintomas/prejuízo: ___
Segurança atual: ___
Plano focado em trauma: ___
Rede/retorno: ___
Referências
[1]mhGAP Guideline, WHO, 2023
[2]NICE NG116 — Post-traumatic stress disorder
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.