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Gota — manejo da crise aguda e profilaxia ambulatorial

Paciente com dor e edema súbito em 1ª metatarsofalangeana (podagra) ou histórico de crises recorrentes. Como tratar a crise e decidir sobre terapia hipouricemiante?

Red flags — sinais de gravidade

  • Febre, calafrios ou fator de risco para artrite séptica — puncionar e não tratar como gota sem excluir infecção
  • Poliartrite atípica ou febre alta sugerindo diagnóstico alternativo
  • Tofos ulcerados com sinais de infecção de pele associada
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Caracterizar a crise: início súbito, monoarticular (classicamente 1ª MTF), edema/eritema intensos, pico em 24h
  • Levantar fatores de risco: uso de diuréticos, álcool, purinas, doença renal crônica, síndrome metabólica
  • Diferenciar de artrite séptica quando houver febre ou fator de risco para infecção — puncionar se dúvida
  • Definir indicação de terapia hipouricemiante (ULT): tofo, dano radiográfico ou crises frequentes (≥2/ano)
  • Checar função renal antes de escolher e dosar a medicação hipouricemiante

Conduta inicial

  1. 1Tratar a crise aguda com AINE, colchicina ou glicocorticoide (oral, intra-articular ou intramuscular), conforme comorbidades e função renal — sem atrasar por dúvida sobre ULT
  2. 2Não iniciar nem suspender terapia hipouricemiante já em uso durante a crise
  3. 3Nos pacientes com indicação de ULT, iniciar alopurinol em dose baixa e titular gradualmente contra a meta de ácido úrico sérico
  4. 4Prescrever profilaxia anti-inflamatória (colchicina em dose baixa, AINE ou prednisona baixa dose) por pelo menos 3-6 meses ao iniciar ULT, para reduzir risco de crise de mobilização
  5. 5Orientar mudança de hábitos: reduzir álcool e purinas, revisar diuréticos quando possível

Exames

  • Ácido úrico sérico
  • Função renal e hemograma
  • Análise do líquido sinovial (cristais de urato) quando houver dúvida diagnóstica
  • Radiografia da articulação se crises recorrentes, para avaliar dano estrutural

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — confirmar função renal, comorbidades (DRC, cardiopatia, uso de diuréticos) e meta de ácido úrico antes de qualquer prescrição.

Dieta

  • Reduzir álcool e alimentos ricos em purinas: ___

Recomendações

  • Tratamento da crise (classe e dose conforme função renal/comorbidades): ___
  • Indicação de terapia hipouricemiante (tofo/dano radiográfico/frequência de crises): ___
  • Meta de ácido úrico sérico e plano de titulação: ___
  • Profilaxia anti-inflamatória durante início da ULT (duração): ___

Exames

  • Ácido úrico sérico e função renal de controle: ___

Referências

  1. [1]2020 American College of Rheumatology Guideline for the Management of Gout — FitzGerald JD et al., Arthritis Care & Research, v.72, n.6, p.744-760
  2. [2]Sociedade Brasileira de Reumatologia / Sociedade Brasileira de Patologia Clínica-Medicina Laboratorial, 2024 — nova meta de ácido úrico sérico <6,0 mg/dL em pacientes em tratamento para gota (conferir publicação original antes de citar detalhes adicionais)

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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