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Fibromialgia — diagnóstico e abordagem terapêutica ambulatorial

Paciente com dor musculoesquelética difusa há meses, fadiga e sono não reparador, sem sinais inflamatórios objetivos. Como firmar o diagnóstico e orientar o tratamento?

Red flags — sinais de gravidade

  • Sinovite objetiva, fraqueza muscular verdadeira ou perda de peso significativa — sugerem diagnóstico alternativo, investigar
  • Sintomas neurológicos focais
  • Febre ou provas inflamatórias elevadas — não são esperadas na fibromialgia isolada
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde.

Checklist rápido

  • Confirmar dor generalizada (múltiplas regiões corporais) presente há pelo menos 3 meses
  • Avaliar sintomas associados: fadiga, sono não reparador, dificuldade cognitiva ('fibro fog'), sintomas somáticos
  • Fazer exame físico dirigido para afastar sinovite objetiva, fraqueza muscular real ou outros achados que sugiram diagnóstico alternativo
  • Rastrear diagnósticos diferenciais/concomitantes: hipotireoidismo, deficiência de vitamina D, espondiloartrite, polimialgia, depressão/ansiedade
  • Evitar bateria extensa de exames sem indicação clínica — diagnóstico é clínico

Conduta inicial

  1. 1Explicar o diagnóstico de forma clara, validando o sintoma, e evitar bateria de exames repetida sem indicação
  2. 2Priorizar tratamento não farmacológico: exercício físico (recomendação mais forte da evidência), educação do paciente e terapias baseadas em atividade
  3. 3Considerar terapia cognitivo-comportamental e outras abordagens multimodais conforme resposta e disponibilidade
  4. 4Reservar farmacoterapia (ex.: duloxetina, pregabalina, amitriptilina) para sintomas moderados a graves ou resposta insuficiente às medidas não farmacológicas, individualizando por perfil de efeitos colaterais
  5. 5Reavaliar periodicamente função e qualidade de vida, não apenas intensidade da dor isolada

Exames

  • TSH
  • Hemograma, VHS/PCR (para afastar processo inflamatório)
  • Vitamina D
  • Exames adicionais dirigidos por achados de alarme, não por rotina

Prescrição-modelo

Plano em rascunho — priorizar abordagem não farmacológica; confirmar comorbidades psiquiátricas, uso de outras medicações e contraindicações antes de prescrever.

Recomendações

  • Duração e distribuição da dor, sintomas associados: ___
  • Plano de exercício e educação do paciente: ___
  • Indicação de terapia cognitivo-comportamental: ___
  • Farmacoterapia considerada e motivo (se aplicável): ___

Exames

  • Investigação para afastar diferenciais: ___

Referências

  1. [1]EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia — Macfarlane GJ et al., 2017, Annals of the Rheumatic Diseases

Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.

No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.

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