reumatologiaambulatoriopolimialgia reumaticaPMRarterite de celulas gigantesarterite temporalcefaleia temporalclaudicacao mandibularamaurose fugazidoso dor cintura escapular
Polimialgia reumática e arterite de células gigantes — rastreio e conduta ambulatorial
Paciente idoso com dor e rigidez em cinturas escapular e/ou pélvica, VHS/PCR elevadas. Como conduzir a polimialgia reumática e quando rastrear arterite de células gigantes associada?
Red flags — sinais de gravidade
Cefaleia temporal nova, claudicação mandibular, alteração visual (amaurose fugaz, diplopia) ou sensibilidade do couro cabeludo — suspeitar de arterite de células gigantes e tratar como urgência (risco de perda visual irreversível)
Sintomas de isquemia de grandes vasos (assimetria de pulsos/PA nos membros)
Febre alta ou perda de peso importante fora do esperado — considerar diferencial oncológico/infeccioso
Isto é respaldo, não prescrição. Quem fecha a conduta é você.
Conteúdo destinado a profissionais de saúde.
Checklist rápido
Confirmar perfil típico: idade ≥50 anos, dor/rigidez bilateral em ombros e/ou quadris, rigidez matinal prolongada (>45 min), início relativamente rápido
Checar provas inflamatórias (VHS/PCR) — elevadas na grande maioria dos casos
Rastrear ativamente sintomas de arterite de células gigantes em toda consulta: cefaleia temporal nova, claudicação mandibular, alterações visuais, sensibilidade no couro cabeludo
Excluir diferenciais: artrite reumatoide de início tardio, miopatia, neoplasia oculta, infecção
Avaliar resposta a glicocorticoide em dose baixa como parte da confirmação clínica (resposta rápida e importante é típica)
Conduta inicial
1Na PMR isolada, sem sinais de arterite de células gigantes, iniciar glicocorticoide oral em dose baixa (prednisona ~12,5-25 mg/dia) com tapering gradual guiado por sintomas e provas inflamatórias
2Se houver qualquer sinal sugestivo de arterite de células gigantes, tratar como suspeita de urgência: iniciar glicocorticoide em dose alta sem atrasar por exame confirmatório e encaminhar para avaliação vascular/oftalmológica e biópsia de artéria temporal ou imagem
3Considerar metotrexato precoce em pacientes com maior risco de recidiva ou resposta insuficiente/intolerância a glicocorticoide
4Monitorar efeitos adversos do glicocorticoide (glicemia, densidade óssea, PA) durante todo o tapering
5Reavaliar periodicamente sintomas e provas inflamatórias para guiar a velocidade do desmame
Exames
VHS e PCR
Hemograma, função renal e hepática, glicemia (basal antes de glicocorticoide)
Biópsia de artéria temporal ou angio-imagem (US Doppler/RM/angioTC) se suspeita de arterite de células gigantes
Investigação adicional dirigida se diferencial de neoplasia/infecção for considerado
Prescrição-modelo
Plano em rascunho — se houver qualquer sinal de arterite de células gigantes, não atrasar o glicocorticoide por exame confirmatório; confirmar comorbidades (diabetes, osteoporose, hipertensão) antes de definir dose.
Recomendações
Perfil clínico (idade, dor de cinturas, provas inflamatórias): ___
Sinais de arterite de células gigantes presentes (cefaleia/claudicação mandibular/visual): ___
Dose inicial de glicocorticoide e plano de tapering: ___
Encaminhamento urgente se suspeita de arterite de células gigantes: ___
Exames
Investigação vascular se suspeita de arterite: ___
Referências
[1]2015 Recommendations for the management of polymyalgia rheumatica: a European League Against Rheumatism/American College of Rheumatology collaborative initiative — Dejaco C et al., Annals of the Rheumatic Diseases
[2]2021 American College of Rheumatology/Vasculitis Foundation Guideline for the Management of Giant Cell Arteritis and Takayasu Arteritis — Maz M et al., Arthritis & Rheumatology, v.73, n.8, p.1349-1365
Conteúdo educacional de apoio à decisão, não substitui avaliação clínica direta, protocolo institucional nem julgamento do médico responsável.
No plantão, a Curie levanta o que as diretrizes e a literatura dizem sobre o seu caso, com a fonte à vista. Quem fecha a conduta é você.